BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
Antes conhecida como Curral Del Rey, Belo Horizonte - ou beagá para os íntimos -, é uma cidade que ainda consegue preservar uma boa parte de sua história.
Tudo começa com a ação dos Bandeirantes (denominação dada aos sertanistas do período colonial, que, a partir do início do século XVI, penetraram nos sertões da América do Sul em busca de riquezas minerais). Antes disso, Belo Horizonte era ocupada pela população indígena, que foi quase completamente dizimada. Instauraram-se na Serra dos Congonhas, em 1701 (mais tarde Serra do Curral), onde estabeleceu a Fazenda do Cercado, base do núcleo do Curral del Rei.
(acervo do Minas Tênis Clube)
(Planejamento Inicial da cidade)
Somente em 1893 que o então Curral del Rey - Agora Arraial de Belo Horizonte -, voltou à tona. Até então, desenvolveu-se com a atividade agrícola, enquanto Ouro Preto, capital do estado de Minas Gerais, estava em seu apogeu devido à extração de minério. Foi somente quando viu-se abalada a atividade de extração e a dificuldade da topografia da cidade, que se pensou em transferir a capital para outra localidade. Assim, numa comissão técnica gerida pelo engenheiro Aarão Reis, escolheram o Arraial de Belo Horizonte.
Depois de um tempo, em 1893, com o crescimento da população, o arraial foi elevado à categoria de município e capital de Minas Gerais. Ao 12 de dezembro de 1897, em ato público solene, o então presidente de Minas, Crispim Jacques Bias Fortes, inaugurou a nova capital.
© Charles Tôrres / BH - Uma Foto por Dia
Estive em Belo Horizonte no início desse ano. Antes de ir, com a ajuda de um amigo, ficava remontando a história dos prédios, os estilos aos quais os mesmos pertenciam, o que levou tal avenida a estar daquele jeito, a história por trás das construções que continuaram de pé; e assim foi até que eu pudesse chegar lá as vias de fato, estar na Avenida Afonso Pena, passar pela Praça Sete, ver o Obelisco que foi "emprestado" à Praça da Savassi e depois retornou à Praça Sete, o Cine Theatro Brasil, chegar ao Parque Municipal e, antes disso, ver o Viaduto do Santa Tereza. Sobretudo, este viaduto, me recorria muita curiosidade, porque havia lido O Encontro Marcado - Fernando Sabino -, no qual o autor descreve muito bem não só o viaduto, mas a cidade como um todo. O que me chamou a atenção ao viaduto, é que o Eduardo e seus amigos - Que eu pude visitar lá na biblioteca pública -, subiam nos arcos e pintavam e bordavam por ali, e naquela época corria um rio por debaixo.
Fiz todo o circuito da Praça da Liberdade, que é incrível. Os museus, ressaltando o CCBB e suas exposições, são fantásticos. O prédio do Niemeyer, a Casa Fiat de Cultura, o Minas Tênis Clube...
Fiquei hospedado no Edifício J.K, e podia ver da janela a Praça Raul Soares e as torres da Paróquia de São Sebastião - Bairro Barro Preto -, que se acendiam todas as noites. A localização foi estratégica, porque desse ponto da cidade, é possível percorrer todo o centro e os principais pontos turísticos a pé. Foi assim que, no tempo de minha estadia, economizei com a passagem.
Um ponto que não pode faltar ao conhecer Belo Horizonte é o Museu Abílio Barreto. No dia que fui lá, caiu um chuvão, fiquei quase todo molhado, mas foi um dia memorável, o lugar conserva um acervo incrível da história da cidade e ainda tem cafezinho. Aproveitei também para conhecer os bairros adjacentes, como o Bairro Floresta e conhecendo a Momo, um ótimo lugar para se fazer um lanche.
Fui no Santa Tereza, conheci a Praça, o casario e a feirinha do Santa Tereza. Comprei um acarajé e fiquei aproveitando o lugar por alguns instantes. É uma programação também muito bacana se você estiver com um pouco mais de tempo. Fui à feira Hippie que acontece aos domingo na Afonso Pena e achei fantástica. Você consegue não só perceber o estilo eclético da cidade nos seus traçados arquitetônicos, mas na própria cultura, em suas derivações, que ficam tão bem marcadas na convivência harmônica de estilos diferentes que se encontram em um único lugar. A Praça da Estação, em que ocorre o Praia da Estação, e me perdi num dia lá na Avenida do Contorno.
Experimentei da culinária mineira, para não somente dizer Pão de Queijo que, diga-se de nota, comprava todos os dias para tomar café da manhã. Trouxe ainda um bocado deles para casa quando voltei.
Belo Horizonte é uma cidade muito desenvolvida, que lida com o belo contraste de ser uma capital considerada nova, mas que preserva muita história e ao mesmo tempo desenvolve-se de maneira surpreendente. Tem um bom clima, podendo chover por dias seguidos e fazer um solzão, e, dentro do perímetro planejado da Avenida do Contorno - por onde mais andei, e aprendi a andar rápido -, a cidade parece muito bem harmônica. Os Brt's, o transporte público que utilizei duas vezes em 31 dias... No mês de janeiro tive a sorte de aproveitar da Campanha de valorização do teatro. Sendo assim, comprei o ingresso para assistir a três ótimas peças: Desce daí, peste, Lisbela e o Prisioneiro e O Assalto. Conheci então o Sesc Palladium, que tem uma estrutura espetacular, e a Rua Rio de Janeiro. Além de toda gama cultural que se tem para explorar em Belo Horizonte, é bacana mencionar o fato de simplesmente poder sair em algum dia de sol e se sentar na Praça da Assembleia, por exemplo, só para observar o movimento, ver os cães correndo atrás da bola, e contemplar o lugar. Passei por muitas praças, e este é um ponto legal de se falar: Belo Horizonte tem muitas praças, locais com uma área verde, com uns banquinhos, os quais a galera pode se reunir e curtir uma tarde.
Fui ao Bairro das Mangabeiras, visitei a Praça do Papa, (peguei ônibus nesse dia), desci na praça e subi andando ao Parque, visualizando as casas ali presentes. Casas lindas, um bairro rico. Já o parque é fantástico, enorme e passei mais de uma hora somente para percorrer uma das trilhas dispostas no mapa. Lá, pude me sentar perto do Vale dos Sonhos e ler a Antologia Poética do Drummond com o barulho da água que corria pela cascata.
Ao fim de um mês, estava completamente feliz pela escolha de conhecer Belo Horizonte. É um roteiro de eu indico para qualquer pessoa que goste de vivenciar a história, uma urbe moderna e antiga. Lembrando que visitei também Ouro Preto, aproveitei a proximidade para contemplar a beleza que é Ouro Preto. E é super recomendado que quem for a Belo Horizonte, que visite Ouro Preto e o que mais tiver oportunidade. Coma bastante pão de queijo, faça os circuitos culturais, visite as igrejas de lá, se perca em um dia, observe as casas, os prédios, a arquitetura que se contrasta, os prédios tombados - Que ocorreu uma onda de valorização da história da cidade na década de 80, quando tombaram muitos prédios -, e isso é fascinante.
Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais
Fonte de pesquisa: Wikipédia


Nenhum comentário: